Até mesmo antes do nascimento de uma criança, surgem as preocupações e já vem os questionamentos no sentido de como esta será tratada. Os pais sonham em desempenhar um bom trabalho, e ao deparar-se com a realidade, compreendem que, o que parecia simples, torna-se complexo.
Sem dúvida, uma criança desperta emoções nos adultos, porém o excesso de preocupações cansa e muitas vezes frustram os pais, que apesar disso, lutam para fazer o melhor aos seus filhos, investindo em cuidados, tempo, energia, dinheiro, oferecendo alimentação, vestiário adequado, brinquedo,assistência médica e odontológica, bons colégios, mas nem sempre essas boas intenções fazem os filhos dar um resultado esperado aos pais. Isto se evidencia em notas baixas, imaturidade emocional, rebeldia ou retraimento, e os pais muitas vezes se perguntam; “como pode meu filho ter problemas, quando me esforcei tanto e fiz tanto?”. Pelo fato de os filhos não apresentarem problemas, as preocupações dos pais aumentam quando sentem que o índice de delinqüência juvenil, uso de drogas, abandono da escola, doenças venéreas aumentam. Assim os pais se deparam com uma série de dúvidas: “como livrar meus filhos desses caminhos tortuosos ? e, estarei agindo de maneira certa? Devo bater, discutir ou ignorar?” . E aquelas certezas e idéias que tinham sobre a educação dos filhos, tornam-se imprecisas e desaparecem, mas diante a essa realidade ainda é possível ter esperanças de transformar a educação dos filhos em algo satisfatório que possibilite o bom ajustamento dos mesmos na sociedade. E nessa perspectiva refiro-me a um valioso investimento que pode passar despercebido, que é a autoestima.
De acordo com Briggs (2002), com relação à auto-estima, esta se define em como a pessoa sente-se consigo mesma e o juízo que faz de si, o quanto gosta de sua pessoa. A auto estima é um sentimento relacionado ao valor próprio e ao auto-respeito. Quando esses sentimentos estão dentro do indivíduo, estes se tornam satisfeitos em ser como são.
Quando se tem boa auto-estima, o individuo conhece o seu valor e não precisa impressionar o outro para chamar atenção. A escolha dos amigos, como entender o outro, a escolha de seu parceiro e sua produtividade, é influenciada pela idéia que faz de si mesmo. Isto interfere na sua criatividade, integridade, estabilidade e liderança. Sua personalidade formar-se-á a partir de seus sentimentos de valorização, pois a autoestima é a mola que impulsiona o individuo para o êxito ou fracasso como ser humano seja adulto ou criança. O individuo que possui uma autoestima em alto grau, confia em suas percepções e em seus julgamentos, acredita em si, desenvolve sua autonomia e lida com o outro mais facilmente.
A priori, a função dos pais na construção da autoestima de seus filhos inicia desde a concepção e gestação, pois na família a criança terá suas primeiras experiências. A mãe é a primeira pessoa com quem o bebê se relaciona, na amamentação ela já está introjetando valores de aceitação ou de rejeição. Sendo assim, os pais precisam adotar critérios que contribua nesta construção, ou seja: estabelecer um tempo para conversar com os filhos, permitindo a participação nas decisões familiares nunca menosprezar , ficar atento a fala do filho, não repreendê-lo o tempo inteira, pois saiba que elogiar traz segurança e mudança.
Stela Matos Damázio Psicóloga – CRP 12/ 08962 (Membro da CERES – Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental).
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