11 de ago. de 2011

Álcool: Na balada, não pode, na festa da família, sim

O cigarro vem  perdendo seu lugar de droga lícita favorita, para o álcool. De maior dano e de maior poder de viciar, o álcool é agora a droga mais aceita. Seu consumo é datado de antes de Cristo, mas a quantidade ingerida nos últimos anos é alarmante. Com o dom de propiciar coragem, boa auto-estima, euforia e desinibição, ele é o primeiro ingrediente de qualquer festa ou confraternização. Pode faltar a comida, mas o álcool, nem pensar!
Vamos começar falando da geração mais atingida pelos drinks. Onde será que os adolescentes aprenderam a beber? Você pode responder: nas baladas com os amigos. Nas festas de adolescentes o consumo de álcool é absurdo, quando juntos os adolescentes com muita freqüência passam da conta. Aliás, devo acrescentar que, entre eles, quem não toma seus drinks é que é a exceção. Se observar os jovens, você pode pensar que as grandes reuniões é que são o problema, pois elas não acontecem sem a presença da ‘cervejinha’. Porém, me atrevo a dizer que o problema vem de antes.
Onde será que as crianças (hoje adolescentes) arrumaram a idéia de que as reuniões de amigos e parentes precisam ser regadas a álcool?Vamos pensar: O que você serviu na ceia de Natal pra acompanhar o peru? E no Ano Novo? Brindou com guaraná, certo? No aniversário do sogrão rolou aquele suquinho de laranja natural, aposto! Nada disso, não é mesmo? Você agora se defende, diz que bebe moderadamente, ou melhor: socialmente! E que as cervejinhas em família são inofensivas. Bom, foi exatamente essa a idéia que você passou (sem querer) para o seu filho: que o álcool é inofensivo. Tal informação vem sendo passada de geração em geração. Não consigo entender como uma substancia que atua diretamente no sistema nervoso central e causa dependência pode ser tão inofensiva.
O rastro que o álcool deixa na vida das pessoas que já passaram por alguém dos problemas por ele causado  mostra que de inofensivo ele não tem nada. O menor dos problemas que ele pode lhe causar é na sua saúde. Alguns médicos dizem que uma taça de vinho faz bem pro seu coração. Bom, eu digo que faz mal ao seu cérebro, sei fígado e seu estômago. Quer ter um coração saudável? Vá caminhar!
Dizem por aí que o álcool consumido com moderação não tem problema, nem é visto como droga. Talvez pela presença há muitas gerações, ele é comum. Entretanto, este não-problema está se infiltrando em nossas rotinas sorrateiramente e hoje conseguiu tornar-se indispensável, como citei de inicio. O álcool-não-problema vem se tornando um hábito e este hábito é um problema, sim! Olhe ao seu redor e conte quantas famílias nunca foram tocadas por um problema causado pelo álcool, direta ou indiretamente. Lembre-se disso quando for fazer a lista de compras de sua próxima festa e eu já me dou por satisfeita. 
Manuela da Rocha Corrêa, Psicóloga - CRP 12/6791
Membro da CERES – Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental

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